Entrevista - Mad Sneaks
- Grata surpresa conhecer a MAD SNEAKS, através da sua atual gravadora no Brasil. Como tem sido essa parceria?
A pareceria é forte e está cada vez mais consistente, todos nós trabalhando muito, sempre em busca de bons resultados! E que bom que vocês encontraram a gente!
- Acredito que ela preveja também, o lançamento de um próximo álbum. Isso já foi conversado?
Sim. Artistas reais sempre estão desinquietos com algo e isso sempre serve de inspiração para novas composições. Estamos trabalhando o lançamento do Incognito, mas ja pensando no que virá no futuro! Esse é o combustível.
- Recebemos a versão física de “Incognito”, e o material ficou ótimo. Qual a importância das mídias físicas para os membros da banda?
Somos da velha guarda, viemos da época em que ter um CD físico em mãos era algo muito valioso.
A intenção é sempre de manter essa chama acesa, influenciando e incentivando essa nova geração a ter novas experiências, de sentir um pouco de como era essa magia de ouvir um disco, olhando o encarte, acompanhando as letras, até entendendo como a sequência das músicas foram cuidadosamente escolhidas para funcionar legal na obra como um todo.
Para nós, até o cheiro do papel do encarte nos trás ótimas memórias.
- “Incognito” é um material direto, mas acredito que ele se enquadre mais dentro do Grunge. Vocês também entendem desta forma?
Totalmente! O movimento Grunge sempre foi uma grande referência para nós, obviamente não nos limitamos a isso, mas é indiscutível que a liberdade do rock noventista seja uma grande inspiração para nós.
- A língua portuguesa foi utilizada nas letras anteriormente. Por qual razão escolheram por esta opção? Por qual razão resolveram migrar para o inglês?
Foi algo meio que natural, na verdade. Nosso maior objetivo no começo era de chegar no maior número de pessoas possível em todo o mundo com nosso idioma nativo, mas um dia testamos gravar uma música nova em inglês e sentimos que funcionou muito bem e a repercussão internacional acabou sendo muito positiva, conseguimos uns colabs legais, tudo graças a isso.
Tambem não nos limitamos a um idioma em específico, mas certamente o inglês acabou nos abrindo mais portas.
- A produção do disco ficou com a própria banda? Porque não optaram por contratar um produtor de fora?
Nosso primeiro disco, que ainda era em português, foi masterizado pelo Jack Endino, em Seattle, tivemos uma experiência incrível nesse processo. Essa versão do disco em ingles, nós optamos por manter a produção aqui no Brasil, porque além de termos profissionais extremamente competentes aqui, também sentimos que, já que as letras já estavam sendo escritas em inglês, não seria nada mais justo manter a produção toda no nosso território desta vez. É até bom, que isso ajuda a evidenciar que a arte feita e produzida no Brasil não fica devendo nada para os gringos.
- “Pandora” foi a faixa que mais gostei no trabalho de vocês. O que vocês podem falar sobre ela?
Essa música gera uma identificação muito grande com quem ouve, sentimos que as letras e as melodias se complementam. Falam sobre buscas e amadurecimentos na vida. Ela funciona muito bem ao vivo também.
Ela vai ganhar um videoclipe muito em breve, inclusive.
- ”Coma” é outro ponto alto com influências diversas. Como se deu o processo de composição desta faixa?
Coma foi um processo bem desafiador na época que foi escrita, porque ela meio que foge um pouco do nosso padrao habitual, ela mistura dedilhados e vozes limpas com drives, gritos e sobreposição de vozes. Foi uma uma musoca que nos deixou muito orgulhosos quando terminamos e ouvimos ela pronta.
- Já a letra de “Biocide”, foi a que mais me prendeu. Por causa dela, escutei essa faixa por diversas vezes pra pescar referências. Qual a importância que vocês enxergam em temas ficcionais inseridos em obras musicais atualmente?
Biocide é quase uma autobiografia das nossas vidas e ela segue desta forma até em sentido de uma trilha sonora, iniciando com uma levada calma, obscura e até meio psicodélica, narrando de forma não tão óbvia, sobre processos que já vivemos e sobrevivemos, aí da metade para o final ela vem com a explosão e catarse, expurgando todos os nossos demônios. É lindo ver as pessoas curtindo ela ao vivo, principalmente as que ainda não conheciam. Sempre comentam com a gente sobre ela nos finais dos shows.
- Parabéns pelo trabalho, esperamos vê-los em muito breve... O espaço agora é seu para suas considerações finais…
Muito obrigado pelo espaço e por continuarem acreditando e apoiando a arte e o rock.
Que as novas gerações sigam fortes, acreditando na vida e tendo algo por que lutar.
Vida longa e a gente se vê na estrada!


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