Entrevista - Ricky de Camargo
- Grata surpresa conhecer você, RICKY DE CAMARGO, através da
sua atual gravadora no Brasil. Como tem sido essa parceria?
Ricky: O prazer é meu. Estamos trabalhando nos últimos 3 anos, desde o lançamento
de “Relentless”. Tem sido muito positiva. Temos alcançando um público bem
interessante, além claro, de veículos de imprensa como vocês da Avalanche
Musical. O que é sempre fundamental para o artista e os trabalhos.
- Acredito que ela preveja também, o lançamento de um novo
álbum. Isso já foi conversado?
Ricky: Sim, sem dúvidas, provavelmente no segundo semestre teremos um novo
álbum, que será uma continuação direta de “Beast Mode”. Já estou com metade do
álbum gravado atualmente, e com certeza está ficando tão interessante quanto
este último álbum. Teremos parcerias bem legais, como Edu Ardanuy, Roberto
Barros, Dallton Santos e mais. Além da Giovana, que também assumiu as baterias
para este trabalho.
- Recebemos a versão digital de “Beast Mode”, e o material
ficou ótimo. Qual a importância das mídias digitais para os membros da banda?
Ricky: Hoje em dia o mundo da música gira em torno do digital. Então, sem
dúvida é de vital importância para o artista e as marcas. Hoje o desafio é se
manter relevante no cenário, onde a cada dia surgem dezenas, se não, centenas
de novos artistas.
- “Beast Mode” é um material complexo, mas acredito que ele
se enquadre mais dentro do Prog/Metal Instrumental. Você também entende desta
forma?
Ricky: Bom, a proposta é essa mesma. Com o grande sucesso que foi “Relentless”,
sem dúvida encontramos um caminho muito interessante para seguir. Então, tanto
“Beast Mode”, quanto os próximos álbuns, com toda certeza andarão neste
caminho, claro, sempre com algumas novidades e surpresas. Pois é preciso estar
sempre inovando.
- Como você é um artista solo, poderia nos contar quem
acompanhou você em estúdio para registrar “Beast Mode”?! Voc^ra também gravou
as linhas de contrabaixo, confere?
Ricky: Este trabalho foi gravado por mim, tanto as guitarras, quanto os baixos.
A bateria ficou sob a responsabilidade da Giovana Teixeira. Toda a parte de Mix
e Master quem cuidou foi o Giovanne Guazzelli, do Guazzelli Studios, em
Sorocaba, São Paulo.
- A produção do álbum ficou sob sua condução? Porque não
optou por contratar um produtor de fora?
Ricky: Sim, eu sempre que possível gosto de estar a frente do projeto. Isso me
ajuda em diversas questões, como tempo para gravar, decidir de fato o que vai
ser utilizando, desde timbres, frases. Claro, tem a parte financeira que sempre
é de se levar em conta. Mas o principal fato pra mim é gravar no meu tempo,
quando estou no clima. Com um produtor nem sempre é possível.
- “The Divinity of
Chaos” foi a faixa que mais gostei no seu trabalho. O que você pode
falar sobre ela?
Ricky: Que legal, interessante ver outras faixas tendo destaque no álbum. A
ideia dela é ser bem metal mesmo, direta e agressiva. É sem dúvida uma das
minhas prediletas em todo o trabalho. Ela é bem técnica, cheia de complicações
na guitarra. Mas ficou bem interessante dentro do projeto.
-
“Supernova” e “There You Have
It” são outros pontos altos com
influências diversas. Como se deu o processo de composição destas faixas?
Ricky: Estas foram de fato as últimas faixas a entrar no álbum, eu sempre tendo
a começar o álbum com faixas mais agressivas e vou tentando amenizar do meio
para frente. “Supernova” é bem diversa, tem baião, prog, talvez o solo mais
interessante do álbum, na minha opinião. E a melodia dela sem dúvida é a mais
marcante entre todas as faixas. Já “There You Have It” é uma homenagem ao
querido Steve Vai. Pois desde os meus primeiros anos estudando música e
guitarra ele sempre foi uma inspiração e referência. Ele sempre utiliza esta
frase, então achei que ficaria bem interessante ter uma homenagem, ser a sétima
faixa do álbum (número que ele adora), e a expressão funciona bem para encerrar
o álbum.
- Já “An Endless
Journey”, foi a que mais me prendeu. Por
causa dela, escutei essa faixa por diversas vezes pra pescar referências. Qual
a importância que você enxerga em camadas progressivas inseridas em obras
musicais atualmente?
Ricky: Esta é uma faixa bem interessante, pois ela tem uma estrutura mais
“quadrada”, vamos dizer assim, com intro, verso, refrão, solo, refrão. Tudo bem
definido. Ela tem muita coisa acontecendo harmonicamente, tentei explorar
linhas de baixo mais interessantes do que apenas segurar a base, ela é super
complexa na bateria o tempo todo. E tem um refrão bem marcante, que se repete
por diversas verses, mas com variações, dobras de guitarra. E a frase final pra
mim é um dos pontos altos da faixa.
- Parabéns pelo trabalho, esperamos vê-lo em muito breve...
É chegado o momento das suas considerações finais...
Ricky: Muito obrigado. Sempre um prazer. Espero que vocês possam curtir sempre
este trabalho, bem como os demais já lançados e os que estão por vir. Até mais.

Comentários
Postar um comentário